Portugal “obrigou-nos” a casar e eu a-d-o-r-e-i!

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Eu e Paulo nos conhecemos em Jan/2002 e decidimos morar juntos em Jun/2003. Tudo ia bem com nossa união estável até que decidimos morar em outro país. Entenda melhor porque Portugal “obrigou-nos” a casar e como organizamos tudo em apenas 3 meses!

Saibam tudo no texto abaixo e acompanhem toda a emoção do dia no vídeo abaixo. Aproveite para se inscrever no canal!

União estável e o pedido de reagrupamento familiar em Portugal

Primeiramente, importante esclarecer o que é reagrupamento familiar.

É um tipo de pedido pelo qual a pessoa com autorização de residência (visto) em Portugal, pode requerer autorização para sua família morar também (visto de estada temporária não tem direito).

Como falei no vídeo do meu canal do YouTube Desde quando e como estamos planejando a mudança para Portugal, meu pedido de autorização de residência é porque matriculei-me num mestrado.

É esta matricula que possibilita o visto de estudante para estar legalizada no país e pedir reagrupamento familiar da minha família.

E porque não a união estável?

Para aceitar a união estável em Portugal, ela deve, primeiramente, ser reconhecida perante o Tribunal e só assim o companheiro terá seu direito reconhecido.

Neste caso, o direito do meu marido é a autorização de residência pelo reagrupamento, mas, só a união estável não garantiria isto.

Para não termos que enfrentar mais um processo burocrático aqui e demorar ainda mais para sair a autorização de residência dele, optamos por casar no Brasil.

Importante mencionar que todas as orientações que recebemos foram da assessoria que contratamos ainda no Brasil, a Portugal Legal, e não canso de dizer que não imagino esta jornada de imigração sem esta ajuda.

Mas, já estávamos em Novembro e embarcaríamos em Fevereiro. Como organizar tudo – além de toda mudança e desapegos – em 3 meses?

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Providências a tomar

O primeiro passo foi descobrir quais documentos tínhamos que levar ao Cartório de Registro Civil no Brasil, organizá-los e ir até lá com 2 testemunhas (mas, os procedimentos e documentos podem variar de Cartório para Cartório).

Documentação entregue, taxa paga e data agendada (casamos no civil no dia 18.01), bora correr atrás do resto: com festa ou sem? Com religioso ou sem? Entre tantas outras coisas.

Como casar não estava nos planos, não havia disponibilidade financeira para festa. Mas, como casar depois de 17 anos juntos, sem uma comemoração, por mais singela que fosse?

Definimos um almoço para familiares e amigos íntimos, com uma cerimônia simbólica no local.

O restaurante escolhido foi o Granjota Pizzaria Grill, que tem um espaço externo maravilhoso com um pergolado perfeito para uma cerimônia num domingo de verão.

Fizemos questão que todos os serviços contratados e até aqueles que ganhamos (costureira, DJ, fotógrafo, doces, mesas, bolo etc.), fossem de amigos ou pessoas próximas e queridas, e isto fez toda diferença!

Mini wedding: Portugal “obrigou-nos” a casar

Lá estávamos nós: um domingo de verão, às 12h30, iniciando nossa cerimônia. Depois de 17 anos juntos, merecíamos, né?!

Elegemos 2 amigas de longa data para serem o que chamamos de nossas “padres” e um casal de amigos muito católicos para fazer uma benção religiosa.

Nossos pais e mais 4 casais abrilhantaram a entrada e o cenário.

Os vestidos das meninas e as batas dos meninos foram feitos sob medida, do jeito que a noive aqui pediu :). Como consequência, os trajes tal pai, tal filho, arrasaram!

O DJ fez a alegria da festa; a recreação fez a alegria das crianças; o fotógrafo fez a alegria da noiva “paparazzi” 🙂 ; e os convidados fizeram a alegria de todos filmando cada trecho deste dia inesquecível.

Cada convidado pagou sua comida e bebida, mas, previamente, definimos valores, descontos e isenções com o restaurante.

E nós, os noivos, providenciamos mesa de frios e frutas para a recepção dos convidados, espumantes durante todo o evento, bolo e doces finos e gourmets.